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-- CROMOENDOSCOPIA - Corantes Vitais
-- CÂNCER GÁSTRICO PRECOCE
-- CÂNCER GÁSTRICO AVANÇADO
-- NEOPLASIA SUPERFICIAL DE ESÔFAGO
-- HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA
-- ÚLCERA PÉPTICA
-- LESÕES ELEVADAS
-- CLASSIFICAÇÃO JAPONESA PARA LESÕES COLORETAIS





ENDOSCOPIA DIGESTIVA

PLANO DE LIMPEZA , DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO

INSTRUMENTO

QUANDO

COM O QUE

COMO

ASPIRADOR

APÓS CADA USO
MANTER SÊCO

ÁGUA E SABÃO
DESINFETANTE

LIMPEZA MECÂNICA
SUBMERGIR E DEIXAR AGIR 30’

CÂNULA GUEDELL

APÓS CADA USO

ÁGUA E SABÃO
HIPOCLORITO DE SÓDIO A 1%

LIMPEZA MECÂNICA
SUBMERGIR POR 30’

ENDOSCOPIA FLEXIVEL

APÓS CADA USO

ÁGUA E SABÃO
GLUTARALDEIDO A 2%
ÁGUA CORRENTE
ALCOOL A 70%
AR COMPRIMIDO

LIMPEZA MECÂNICA
DEIXAR AGIR POR 30’
ENXAGUAR
PASSAR AR COMPRIMIDO

ESCOVA DE CITOLOGIA
PINÇA DE BIÓPSIAS

APÓS CADA USO

ÁGUA E SABÃO
AUTOCLAVE A 121 C

LIMPEZA MECÂNICA
ESTERELIZAÇÃO 15’

LAPAROSCÓPICA RÍGIDA
SIGMOIDOSCÓPIO

APÓS CADA USO

ÁGUA E SABÃO
GLUTARALDEÍDO A 2%
AR COMPRIMIDO

LIMPEZA MECÂNICA
SUBMERGIR PÔR 1 HORA
ENXAGUAR EM SOLUÇÃO ESTÉRIL
SECAR

MESA DE EXAMES

DIARIAMENTE
APÓS CONTAMINAÇÃO COM SUBSTÂNCIA ORGÂNICA

ÁGUA E SABÃO
PANO OU PAPEL DESCARTÁVEL
ALCOOL A 70%

LIMPEZA MECÂNICA
LIMPAR ATÉ SECAR

PAREDES E PISO

SEMANALMENTE

ÁGUA E SABÃO

LIMPEZA MECÂNICA
VAPORETO

PIAS

APÓS CADA TURNO

ÁGUA E SABÃO
ALCOOL A 70%

LIMPEZA MECÂNICA

RECIPIENTE DE ÁGUA

APÓS CADA TURNO
REPOR COM ÁGUA FILTRADA

ÁGUA E SABÃO
HIPOCLORITO DE SÓDIO A 1%

LIMPEZA MECÂNICA

BORRACHAS ( LATEX)

DIARIAMENTE

ÁGUA E SABÃO
AUTOCLAVE A 121 C

LIMPEZA MECÂNICA

APARELHOS

DIARIAMENTE

ÁGUA E SABÃO NEUTRO
AR COMPRIMIDO

LIMPEZA MECÂNICA

AVENTAIS

DIARIAMENTE

ÁGUA E SABÃO
HIPOCLORITO DE SÓDIO A 1%

LIMPEZA MECÂNICA

 

RESPONSÁVEL PELO SERVIÇO

DE CONTRÔLE DE INFECÇÃO : __________________________________________

HOSPITALAR

CHEFE DO SERVIÇO DE

ENDOSCOPIA DIGESTIVA : __________________________________________

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COLONOSCOPIA DE MAGNIFICAÇÃO

Classificação de Kudo para os Padrões de Criptas

A colonoscopia de magnificação tornou possível o estudo da estrutura fina da mucosa colo-retal ao analisar os padrões de criptas com imagens similares às obtidas pela estereomicroscopia, o que nos deixa muito próximos de um diagnóstico histológico in vivo. Para tanto se utiliza um colonoscópio próprio ("de magnificação", com aproximação de até 200x) e também a cromoscopia com índigo carmim 0,4% ou violeta de cresil a 0,2%.

Tipo

Esquema

Características

I

  Padrão normal da mucosa, com criptas arredondadas de 0,070,02 mm. Não se observa desarranjo estrutural (amorfismo negativo).

II

  Criptas um pouco maiores (0,090,02 mm) com configuração regular e formato estrelado ou papilar. É o padrão de cripta básico das lesões hiperplásicas.

IIIs

  Criptas tubulares ou arredondadas menores que as normais (0,030,01 mm), sendo o padrão de cripta básico das neoplasias deprimidas. Associa-se frequentemente ao tipo V em lesões cancerosas.

IIIL

  Criptas tubulares ou arredondadas maiores que as normais (0,220,09). É o padrão básico dos adenomas protrusos.

IV

  Criptas tortuosas ramificadas ou gyrus-like, com tamanho de 0,930,32 mm. Observado em lesões polipóides tipo Ip, Isp e Is. Uma estrutura em coral com aparência "felpuda" é típica de adenoma viloso.

V

  Padrão de cripta com superfície irregular e desarranjo estrutural, sendo o padrão básico do câncer submucoso e avançado.


Retirado de : Kudo S. - Early Colorectal Cancer - Detection of Depressed Types of Colorectal Carcinoma - Igaku-Shoin, 1996.

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CROMOENDOSCOPIA

 

Corantes Vitais

Tipo de Corante Corante e ser usado Mecanismo de coloração Coloração positiva Uso clínico endoscópico
LUGOL Células com conteúdo glicogênico. Ligação do iodo às células não queratinizadas. Marrom Escuro.

1 - Carcinoma de células escamosas;

2 - Epitélio colunar,

3 - Esofagite de refluxo não coram.

AZUL DE METILENO Células intestinais ou metaplasia intestinal. Absorção ativa para as células. Azul.

1 - Epitélio especializado em Esôfago de Barrett,

2 - Metaplasia intestinal em estômago,

3 - CA gástrico precoce,

4 - Metaplasia gástrica no duodeno,

5 - Doença celíaca ou Sprue Tropical.

AZUL DE TOLUIDINA Núcleo das células colunares, gástricas e intestinais. Difunde dentro das células. Azul.

1 - CA de células escamosas do esôfago,

2 - Metaplasia gástrica ou intestinal.

VERMELHO CONGO Células gástricas produtoras de ácido. Corantes por reação PH < 3 resulta em mudança da cor. De vermelho para azul escuro ou preto.

1 - Mucosa gástrica secretora de ácido mesmo ectópica,

2 - CA gástrico (não cora) pode combinar com azul de metileno.

VERMELHO FENOL Células infectadas por Helicobater Pylori. PH alcalino, uréia em amõnia e CO2. Mudança da cor. Muda de amarelo em vermelho.

1 - Diagnóstico de infecção pelo Helicobater Pylori,

2 - A coloração mapeia a sua distribuição no estômago.

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Corantes de Contraste

Tipo de Corante Corante e ser usado Mecanismo de coloração Coloração positiva Uso clínico endoscópico
ÍNDiGO CARMIM As células não coram. Penetra entre as cálulas e sulcos evidenciando a lesão. Azul

1 - Lesões de colon, esõfago, estômago e duodeno.

2 - Esôfago de Barrett.

 

Corantes para Tatuar

Tipo de Corante Corante e ser usado Mecanismo de coloração Coloração positiva Uso clínico endoscópico
TINTA DE NANQUIM Injeção no tecido. Locoalização da lesão permanente. Preto.

1 - Localização de Pólipo ou CA.

INDOCIANINA VERDE Injeção no tecido. Marca o local da lesão. Verde.

1 - Localização de Pólipo ou CA.

ÍNDiGO CARMIM Injeção no tecido. Marca o local da lesão temporária. Azul.

1 - Localização de Pólipo ou CA.

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CÂNCER GÁSTRICO PRECOCE

Classificação da Sociedade Japonesa de Endoscopia Digestiva

 
    O câncer gástrico precoce, com base no aspecto endoscópico, é classificado em três tipos principais e três subtipos :

      
TIPO I
I - Polipóide
TIPO II
   IIa - Superficial elevado
   IIb - Superficial plano
   IIc - Superficial deprimido
TIPO III
III - Ulcerado
TIPO III+IIc
Tipos mistos
TIPO IIc+III
TIPO IIa+IIc
OBS. :
  • O tipo IIa é definido quando a altura da lesão for menor ou igual a duas vezes a mucosa normal;
  • Na descrição dos tipos mistos o primeiro numeral romano indica o tipo predominante.

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CÂNCER GÁSTRICO AVANÇADO

Classificação de Borrmann


      
          A
      apresentação macroscópica do câncer gástrico avançado é bastante
      variável. A classificação de Borrmann é a mais utilizada entre os
      endoscopistas.

Borrmann I   -   Lesão polipóide ou vegetante, bem delimitada.
Borrmann I
Borrmann II   -   Lesão ulcerada, bem delimitada, de bordas elevadas.
Borrmann II
Borrmann III   -   Lesão ulcerada, infiltrativa em parte ou em todas as suas bordas.
Borrmann III
Borrmann IV   -   Lesão difusamente infiltrativa, não se notando limite entre o tumor e a mucosa normal.
Borrmann IV

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NEOPLASIA SUPERFICIAL DE ESÔFAGO
Japanese Society for Esophageal Diseases (1993)

TIPO PROTRUSO
  • POLIPÓIDE > 0-Ip

     

  • PLATÔ > 0-Ipl

TIPO PLANO
  • POUCO ELEVADO > 0-IIa

     

  • PLANO > 0-IIb

     

  • POUCO DEPRIMIDO > 0-IIc
TIPO DEPRIMIDO > 0-III

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HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA

Classificação de Forrest

SANGRAMENTO TIPO DESCRIÇÃO
I - ATIVO I A EM JATO
I B "BABANDO"
II - RECENTE II A COTO VASCULAR VISÍVEL
II B COÁGULO RECENTE
II C FUNDO HEMATÍNICO
III - SEM SANGRAMENTO III SEM SINAL DE SANGRAMENTO

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ÚLCERA PÉPTICA

Classificação de Sakita

           O ciclo evolutivo da úlcera péptica segundo a Classificação de SAKITA é dividido em três estágios : A (de "active"), H (de "healing") e S (de "scar").
           O aspecto característico do estágio A é o depósito de fibrina, sendo em A 1 a margem edemaciada e em A 2 desaparece o edema marginal e forma-se um anel eritematoso. A fibrina é esbranquiçada e espessa.
           No estágio H a base já está diminuida, com o depósito central delgado. De H 1 para H 2 a base diminui e o depósito de fibrina torna-se uma fina película. Na etapa H 1 a convergência de pregas é acentuada.
           No estágio S já não se vê depósito de fibrina. Em S 1 ainda se observa o aspecto avermelhado da cicatriz, que desaparece completamente em S 2.

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LESÕES ELEVADAS

Classificação de Yamada

           Em 1966 Yamada propôs uma classificação para as lesões elevadas gástricas de acordo com o perfil da elevação vista lateralmente :
Yamada I
Ligeiramente elevada
Yamada I
Yamada II
Séssil
Yamada II
Yamada III
Semipediculada
Yamada III
Yamada IV
Pediculada
Yamada IV

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Classificação Japonesa para Lesões Coloretais

Classificação Aparência macroscópica
Lesões elevadas Ip Pólipos pediculados
Isp Pólipos semipediculados
Is Pólipos sésseis
Lesões elevadas planas IIa Elevação plana da mucosa
IIa+IIc Elevação plana com depressão central
Lesões planas IIb Mucosa plana
Lesões deprimidas IIc Depressão mucosa
IIc+IIa Depressão mucosa com bordas elevadas

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Referência : Japanese Research Society for Cancer of the Colon and Rectum. General rules for clinical and pathological studies on cancer of the colon, rectum and anus. Jpn J Surg 1983;13:557-73.