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Considerado um dos maiores hospitais da América
Latina, O Hospital Sírio Libanês traz em sua estrutura a fibra e
o trabalho árduo de algumas mulheres e homens que acreditaram num
sonho: a construção de um espaço que abrigasse as pessoas
doentes e pudesse dar a elas uma condição digna de vida.
A história do Hospital Sírio
Libanês teve início no ano de 1921, quando um grupo de
senhoras da comunidade sírio libanesa fundou a Sociedade
Beneficente de Senhoras Hospital Sírio Libanês com o intuito de
angariar fundos para a construção de um hospital que atendesse a
população de todas as classes sociais e estivesse à altura da
cidade de São Paulo. À frente dessa sociedade estava Adma Jafet,
mãe da atual presidente, Violeta Basílio Jafet.

Com o apoio financeiro de um grupo
de doadores, o HSL começou a ser construído em 1930, num terreno
de aproximadamente 17 mil metros quadrados, situado à Rua da
Fonte. Dez anos depois, quando estava praticamente pronto, o prédio
foi desapropriado por ordem do interventor de São Paulo para
abrigar uma escola de cadetes.
Depois de muita luta pela recuperação do prédio,
efetivada em 1959, o hospital foi devolvido à Sociedade em estado
bastante precário e para que voltasse a funcionar, foram
iniciadas reformas em 1960.

Em
1965, o Hospital Sírio Libanês passou a funcionar oficialmente
com 35 leitos. Meses depois, a capacidade foi ampliada para 60.
Nesta ocasião o diretor clínico era o Prof. Dr. Daher Cutait,
que permaneceu no cargo até a data do seu falecimento, dia 06 de
Junho de 2001.
O ano de 1971 foi muito significativo na história do
HSL, marcando a inauguração de um prédio de dez andares com
capacidade para 100 apartamentos e da primeira UTI no Brasil, com
dez leitos. Além disso, criou-se também o serviço de
radiologia.

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Sempre preocupado com a educação
e investigação científica, Dr. Daher cria em 1978 o CEPE
(Centro de Estudos e Pesquisas), que realiza jornadas de atualização
científica e cursos para a comunidade médica semanalmente,
durante todo o ano.

Com o passar do tempo, o
crescimento inevitável exigia do HSL um prédio maior e com
estrutura adequada para abrigar a demanda de pacientes e os
progressos da medicina. Para tanto, o hospital inaugurou em 1992
um prédio moderno de 40 mil metros quadrados e 20 andares (sendo
dez dedicados à área de internação e dez reservados aos serviços
auxiliares). Dispondo de um Centro de Diagnóstico e um Pronto
Atendimento integrados, o novo prédio possui ainda um heliponto,
solarium, restaurante, cofee shop, floricultura, pista de cooper,
capela, velório, entre outras áreas.
Cada um dos andares de internação
tem 24 apartamentos, que somados aos já existentes, representam
um total aproximado de 400 leitos.
Em 1992, foi inaugurada a Unidade
de Pediatria e, no ano seguinte, a diretoria clínica implantou o
programa de Residência Médica em áreas como a Radiologia, com a
devida aprovação do Ministério de Educação e Cultura.
O Centro de Transplantes funciona
desde 1995, para a realização de transplantes de rins, fígado,
medula, córnea e coração.
Em 1996, o HSL inaugurou um Centro
Cirúrgico sofisticado e uma outra UTI com capacidade para 12
leitos.
No ano de 1997, foi criado um
Centro Cirúrgico Ambulatorial para a realização de cirurgias de
pequeno e médio porte.
Nessa época, o HSL firmou acordos
de cooperação científica com a Harvard Medical International e
com o Memorial Sloan Kettering Cancer Center de Nova York, que
vigoram até hoje.
Em 1998, o hospital inaugurou um
moderno Centro de Oncologia, resultado de amplo trabalho de
planejamento. Criado com o propósito de oferecer aos pacientes um
tratamento multidisciplinar, o centro envolve hoje Programas de
Nutrição, Prevenção e Segunda Opinião, em que os casos graves
são avaliados pela equipe do HSL e, se necessário, também podem
ser discutidos com os médicos do Memorial Sloan Kettering Cancer
Center.

Já em 1999, o HSL realizou um
projeto ambicioso com a organização do serviço de Telemedicina,
que serve ao Programa de Educação Continuada e de Segunda Opinião.
No mesmo ano, o Banco de Sangue ganhou novas instalações com
equipamentos de ponta que possibilitaram um sistema de coleta inédito
no País.
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